A ABComm projeta que o e-commerce brasileiro fature R$ 258,9 bilhões em 2026, com crescimento de 9,9% sobre os R$ 235,5 bilhões de 2025. São 460,9 milhões de pedidos estimados, ticket médio de R$ 562,15 e a entrada de dois milhões de novos compradores. Os números são expressivos, mas a taxa de crescimento desacelerou em relação aos 15,3% de 2025.
O que os números mostram
Hoje, 139 milhões de brasileiros compraram pela internet ao menos uma vez nos últimos 12 meses. Isso representa 20 milhões a mais do que no levantamento anterior. O e-commerce deixou de ser canal alternativo e virou canal principal para boa parte do varejo.
O ticket médio subindo para R$ 562 indica que o consumidor está comprando itens de maior valor online, provavelmente impulsionado por categorias como eletrônicos, móveis e moda premium. A confiança no canal digital amadureceu.
Desaceleração relativa, não estagnação
O crescimento de 9,9% é menor que os 15,3% de 2025, mas não significa problemas. O patamar de 2025 foi inflado pela recuperação pós-pandemia tardia e expansão de categorias novas. Crescer quase 10% sobre uma base de R$ 235 bilhões é mover R$ 23 bilhões a mais em um ano.
A projeção de longo prazo reforça a trajetória: R$ 313,5 bilhões até 2028, ultrapassando a marca de R$ 300 bilhões quatro anos após atingir R$ 200 bilhões.
Desafios logísticos no radar
O crescimento do e-commerce traz pressão logística. A NTC&Logística registrou 8.570 ocorrências de roubo de carga em 2025, com prejuízo direto de R$ 900 milhões. Somando seguros, escoltas e atrasos, o impacto ultrapassa R$ 1 bilhão.
Para 2026, o setor investe em análise preditiva com IA para otimizar rotas, cibersegurança para proteção de carga, e expansão de modelos alternativos como lockers e dark stores. Lojas que operam fulfillment próprio precisam considerar esses custos na margem.
Oportunidades para lojas Shopify no Brasil
Com 139 milhões de compradores digitais ativos, a competição por atenção se intensifica. Lojas que investem em experiência de compra diferenciada, checkout otimizado e personalização baseada em dados capturam uma fatia desproporcional desse crescimento.
O Shopify como plataforma ganha relevância nesse contexto. Velocidade de carregamento, checkout nativo otimizado e ecossistema de apps para CRM, CRO e automação de marketing dão vantagem para quem opera na plataforma.
Perspectiva Shakers
A Shakers enxerga 2026 como o ano em que eficiência operacional supera volume de tráfego como diferencial competitivo. Não basta atrair visitantes. É preciso converter melhor, reter mais e operar com margem saudável. Os R$ 258,9 bilhões vão para as lojas que conseguem fazer isso com consistência.